sábado, 8 de outubro de 2011

Mestrados

Oi minha gente, voltei aqui para informar a vocês que estão abertas as inscrições dos mestrados da UFBA e da UESB, para as turmas de 2012. Fiquem atentos às linhas de pesquisas e preparem o anteprojeto de acordo com os temas propostos. Boa sorte a todos e sigamos em frente nessa caminha acadêmica!
Informações:

terça-feira, 12 de julho de 2011

Lançamento do Livro!

Hoje aconteceu, o lançamento do livro já mencionado neste blog: "Práticas de Leitura e Escrita em Língua Portuguesa". O lançamento contou com a palestra "Do texto ao texto", proferida pela Drª Adriana Barbosa, a organizadora do livro. Essa palestra contou como aula inaugural da Pós-graduação em Língua Portuguesa 2011. Tanto a palestra, como o lançamento foi muito bem prestigiado por discentes e docentes da UESB - Jequié, os quais lotaram o Auditório Wally Salomão. Após a palestra, a Profª Adriana, juntamente com as demais autoras do livro, receberam os cumprimentos dos presentes, bem como autografaram livros dos que adiquiriram o exemplar.

domingo, 10 de julho de 2011

Livro Aprovado pelo MEC

Deixei a poeira baixar e a "polêmica" ser esquecida para poder postar algo sobre o livro didático aprovado pelo MEC que causou tanto espanto da imprensa. Nem sei o porquê de tanto xilique, se há mais de dez anos, os livros didáticos já trazem a variação linguística como conteúdo. Mas, tudo bem, vamos à discussão. Como não sou muito televisiva, assisti aos vídeos dos "grandes" entendedores do assunto na Internet, a saber, alguns jornalistas; um economista que se mete a escrever sobre educação - Gustavo Ioschpe - e o professor Sérgio Nogueira o único, talvez, com o respaldo de falar sobre o tema, por sua formação, mas que muito decepciona a comunidade acadêmica, não por expor sua opinião, mas por se mostrar tão intolerante com a investigação científica dos linguistas brasileiros.
Trato primeiro da entrevista do Profº Nogueira ao Bom Dia Brasil, que fala do assunto demonstrando e assumindo a sua irritação com o fato da professora Heloisa Ramos ter publicado o livro em questão, já que o mesmo traz exemplos de uma linguagem, que, segundo o jornalísta Renato Machado,  "recomenda" o equivocado. Prefiro aqui, nem comentar a fala do jornalista, já que ele nem deve ter visto o livro para que pudesse entender a sutil diferença entre os verbos recomendar e mostrar. Mas, seguindo adiante no vídeo, Sérgio Nogueira diz: "Gostaria de crer que ela teve boas intenções que seria ensinar os alunos a não serem preconceituosos..." E ainda mais adiante: "Vamo ter uma inversão de valores...". Bom, além de cair no mesmo erro que ele próprio condena (citei apenas dois, para não me arriscar a ser tão intolerante quanto ele), o professor ainda diz que a escola deve renegar gêneros textuais emergentes, como é o caso do "internetês". Que tirania, professor! A escola já deixou de ser, ao menos nos certificados pedagógicos, ditadora de regras, para ser lugar de interação entre indivíduos, saberes e linguagens. TUDO no plural!
E o economista? Esse conseguiu expor sua ignorância totalmente, já que a entrevista foi ao vivo e não havia um gramática que ele pudesse consultar (função relevante e própria dela) para deixar seu texto tão convincente, como faz na Veja. Primeiro ele se contradiz completamente, afirmando que é um absurdo a aprovação do livro que o MEC aprovou; depois diz que a função da escola é dar parâmetros para que as pessoas saibam o que é língua culta e língua falada; em seguida afirma que não se deve trazer para a escola a língua da rua; e finaliza dizendo que o preocupante não é trazer a língua falada para a sala de aula, pois ela não é um espaço sagrado... Meu Deus! Decida-se! Como você mesmo disse na entrevista, "assim você está crianu uma confusão...".
A escola não deve negar conhecimentos, meus caros, sejam eles gramaticais, linguísticos, sociais ou culturais. Eu não sei à qual sacralidade o economista se refere, no entanto, talvez estejamos sim precisando entender que a escola é espaço sagrado. Mas, não o sagrado intocável, sem manchas... mas um espaço que requer respeito e que seja refletido ou re-modelado por quem realmente entenda de educação, de ciência e cidadania, entre outras coisas, das quais não estou apta a falar, já que  ainda não tenho autoridade para tal e reconheço isso.
Para consultas, seguem os vídeos:


sábado, 4 de junho de 2011

Dialeto de Gêneros

O trabalho que estou produzindo atualmente aborda a questão do gênero (masculino/feminino) na linguagem. O assunto tem poucos escritos na nossa língua, o que pode dificultar um pouco a pesquisa, mas também pode mexer com nossa inquietação de pesquisador, nos levando a desbravar novos "mares" de conhecimentos. Eu, pessoalmente, me interessei pelo assunto, porque fui contagiada pelo entusiasmo de uma das responsáveis pela pesquisa sobre o tema em nosso país, a Profª. Drª. Adriana Barbosa (à qual dedicarei, mais tarde, um outro post para apresentá-la melhor), da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, campus de Jequié. Além de sua dissertação do mestrado, a autora possui outros artigos e capítulos de livros dedicados a esse assunto, à luz da Análise do Discurso americana.
Entre outros aspectos, penso que o que norteia a pesquisa sobre o dialeto de gênero, é a intencionalidade do autor que, para nós, não deve ser descartada, tão pouco as marcas que inconscientemente ele pode deixar no texto. Sendo assim, entendemos que, quando um texto é produzido, há uma "mistura" dessas marcas: as intencionais e as que foram construídas durante a história do sujeito e que, se agregam ao seu discurso o identificando. 
Fica aqui a dica de uma nova leitura, uma nova pesquisa para aqueles que se identificam com o estudo da língua e seus efeitos de sentido. E quando meu artigo estiver pronto e publicado, postarei aqui.
Até mais.

terça-feira, 19 de abril de 2011

A Argumentação Presente nos Diversos Gêneros Textuais

Gente, em 2008 escrevi um artigo sobre argumentação, porque percebi que esse era de fato um processo inerente à língua. Percebi, através das minhas leituras, que comunicar-se não era a finalidade única da linguagem humana, mas um meio pelo qual nós, seres humanos,  nos utilizamos para tentar convencer o outro de nossas ideias. Estamos o tempo todo tentando convencer e utilizamos diversas estratégias para que isso aconteça. Mas, será que qualquer texto está naturalmente envolvido nesse processo de argumentação? Então, pesquisei e escrevi este artigo para tentar provar isso, já que utilizei como corpus textos como a crônica que nos parece, num primeiro olhar mais distraído, um discurso "neutro" ( fato que, para os estudiosos mais recentes, é uma ilusão) produzida apenas para uma leitura mais descontraída.
O artigo foi publicado na Revista Anagrama da USP e está disponível no link abaixo:

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Prática de Leitura e Escrita em Língua Portuguesa

Olá pessoal, começo esse blog comentando sobre um livro que é o primeiro filho do GETED (Grupo de Estudos em Teorias do Discurso). Ele - o livro- é o fruto de um trabalho que já existe há mais ou menos 6 anos e que reúne artigos sobre os processos de leitura e escrita que tanto inquietam estudantes e professores, não só do ensino básico, como também do superior.
Pode-se dizer que esta "obra" é um coletivo de autores, visto que reúne teorias e pensamentos de vários escritores em torno dos processos de leitura e escrita, e ainda, não é um livro assinado por um único autor, mas por  cinco autoras, integrantes  do GETED.
Entre as autoras, temos a Profª Drª Adriana Barbosa, que é a coordenadora do grupo e as especialistas: Giseli Novais (eu), Sara Oliveira, Karine Kajaíba, e Jeane Borges.
Portanto, indico a todos a leitura e estou à disposição para acolher as críticas.