Hoje aconteceu, o lançamento do livro já mencionado neste blog: "Práticas de Leitura e Escrita em Língua Portuguesa". O lançamento contou com a palestra "Do texto ao texto", proferida pela Drª Adriana Barbosa, a organizadora do livro. Essa palestra contou como aula inaugural da Pós-graduação em Língua Portuguesa 2011. Tanto a palestra, como o lançamento foi muito bem prestigiado por discentes e docentes da UESB - Jequié, os quais lotaram o Auditório Wally Salomão. Após a palestra, a Profª Adriana, juntamente com as demais autoras do livro, receberam os cumprimentos dos presentes, bem como autografaram livros dos que adiquiriram o exemplar.
Para aqueles que se interessam por esse amplo mundo da linguagem e desejam trocar experiências e informações sobre pesquisas, livros e tudo o que cerca esse valioso instrumento que possuímos: a Língua.
terça-feira, 12 de julho de 2011
domingo, 10 de julho de 2011
Livro Aprovado pelo MEC
Deixei a poeira baixar e a "polêmica" ser esquecida para poder postar algo sobre o livro didático aprovado pelo MEC que causou tanto espanto da imprensa. Nem sei o porquê de tanto xilique, se há mais de dez anos, os livros didáticos já trazem a variação linguística como conteúdo. Mas, tudo bem, vamos à discussão. Como não sou muito televisiva, assisti aos vídeos dos "grandes" entendedores do assunto na Internet, a saber, alguns jornalistas; um economista que se mete a escrever sobre educação - Gustavo Ioschpe - e o professor Sérgio Nogueira o único, talvez, com o respaldo de falar sobre o tema, por sua formação, mas que muito decepciona a comunidade acadêmica, não por expor sua opinião, mas por se mostrar tão intolerante com a investigação científica dos linguistas brasileiros.
Trato primeiro da entrevista do Profº Nogueira ao Bom Dia Brasil, que fala do assunto demonstrando e assumindo a sua irritação com o fato da professora Heloisa Ramos ter publicado o livro em questão, já que o mesmo traz exemplos de uma linguagem, que, segundo o jornalísta Renato Machado, "recomenda" o equivocado. Prefiro aqui, nem comentar a fala do jornalista, já que ele nem deve ter visto o livro para que pudesse entender a sutil diferença entre os verbos recomendar e mostrar. Mas, seguindo adiante no vídeo, Sérgio Nogueira diz: "Gostaria de crer que ela teve boas intenções que seria ensinar os alunos a não serem preconceituosos..." E ainda mais adiante: "Vamo ter uma inversão de valores...". Bom, além de cair no mesmo erro que ele próprio condena (citei apenas dois, para não me arriscar a ser tão intolerante quanto ele), o professor ainda diz que a escola deve renegar gêneros textuais emergentes, como é o caso do "internetês". Que tirania, professor! A escola já deixou de ser, ao menos nos certificados pedagógicos, ditadora de regras, para ser lugar de interação entre indivíduos, saberes e linguagens. TUDO no plural!
E o economista? Esse conseguiu expor sua ignorância totalmente, já que a entrevista foi ao vivo e não havia um gramática que ele pudesse consultar (função relevante e própria dela) para deixar seu texto tão convincente, como faz na Veja. Primeiro ele se contradiz completamente, afirmando que é um absurdo a aprovação do livro que o MEC aprovou; depois diz que a função da escola é dar parâmetros para que as pessoas saibam o que é língua culta e língua falada; em seguida afirma que não se deve trazer para a escola a língua da rua; e finaliza dizendo que o preocupante não é trazer a língua falada para a sala de aula, pois ela não é um espaço sagrado... Meu Deus! Decida-se! Como você mesmo disse na entrevista, "assim você está crianu uma confusão...".
A escola não deve negar conhecimentos, meus caros, sejam eles gramaticais, linguísticos, sociais ou culturais. Eu não sei à qual sacralidade o economista se refere, no entanto, talvez estejamos sim precisando entender que a escola é espaço sagrado. Mas, não o sagrado intocável, sem manchas... mas um espaço que requer respeito e que seja refletido ou re-modelado por quem realmente entenda de educação, de ciência e cidadania, entre outras coisas, das quais não estou apta a falar, já que ainda não tenho autoridade para tal e reconheço isso.
Para consultas, seguem os vídeos:
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